Água: Uma Substância Essencial À Vida
Filed Under Estagio | Posted on Dezembro 4, 2008
Água: Uma Substância Essencial À Vida*
Dentro de uma perspectiva de abrir espaço neste Blog para a divulgação dos projetos de Estágio das alunas do oitavo período do curso de Pedagogia/2008, UFG-Catalão, estamos publicando aqui o trabalho de:
Simone Pereira da Silva (sicapingote@hotmail.com)- Graduanda em Pedagogaia-CAC
Patrícia Ferreira da Silva (patriciapatota@yahoo.com.br)- Graduanda em Pedagogaia-CAC
Elânia Maria Marques Bergamaschi – Profa. Orientadora
Palavras chave: Água, Cidadania, Interdisciplinaridade
Introdução
O interesse pelo tema Meio Ambiente surgiu a partir do Núcleo Livre: Práticas Pedagógicas e Educação Ambiental que fizemos no curso de Pedagogia, no Campus Catalão, em 2007. As aulas nos possibilitaram uma melhor percepção sobre a importância da Educação Ambiental para a formação de cidadãos críticos e com consciência coletiva.
Em 2008, sob a orientação da professora de Estágio, realizamos leituras, discussões e a partir de várias observações na escola campo Escola Municipal Patotinha, situada a rua Guatemala, Nº 180, no Bairro das Américas, Catalão-GO, escolhemos a água como objeto de nossas investigações. Isso porque a água é indispensável para a vida em nosso planeta.
Atualmente, a água se encontra poluída e com ameaças de escassez. Hoje já existem algumas regiões do mundo que sofrem com a falta de água. Por isso é imprescindível mudar atitudes e conceitos e começar a refletir sobre as nossas ações em relação aos recursos hídricos, em virtude da água ser essencial para a existência da vida, (BONACELLA, 1990). A partir daí surgiram perguntas que este trabalho pretende responder: Qual é a concepção de recurso esgotável que os alunos possuem em relação aos recursos hídricos? Eles sabem realmente qual é a importância da água para a existência dos seres vivos?
Os trabalhos, referentes ao projeto de estágio, tiveram como objetivo despertar os educandos para a formação de consciência crítica sobre a importância de exercerem a sua cidadania e de saberem se posicionar diante dos problemas, relacionados à água, enfrentados na sociedade.
O projeto está sendo trabalhado na instituição campo de forma interdisciplinar, como garantia de produção de conhecimentos significativos para as crianças. A interdisciplinaridade está sendo trabalhada pelas disciplinas de Ciências, Português, Matemática e Arte por considerar a realidade do aluno como ponto de partida para a realização do trabalho e ampliação do conhecimento, tornando-o significativo para os educandos.
Baseado nos PCNs de Ciências Naturais (1997) os trabalhos relacionados ao Meio Ambiente devem ser integrados ao currículo de maneira interdisciplinar, de modo a impregnar toda a prática da educação e, ao mesmo tempo, os educadores devem proporcionar uma visão global e abrangente sobre questões ambientais no contexto escolar. Para tanto, a interdisciplinaridade questiona a segmentação entre os diferentes campos de conhecimento, produzida por uma abordagem que leva em conta a interrelação, questiona a visão compartimentada (disciplinar) da realidade sobre a qual a escola, tal como é conhecida, historicamente se constitui. (PCN, 1997, p. 30).
A interdisciplinaridade propõe trabalhar os conteúdos na sala de aula de maneira interligada. Desta forma, a Educação Ambiental foi proposta de forma interdisciplinar por facilitar a produção de conhecimento significativo aos alunos. De acordo com Dias (1993, p. 117), a educação ambiental, por ser interdisciplinar, por lidar com a realidade, por adotar uma abordagem que considera todos os aspectos que compõem a questão ambiental, sócio-culturais, políticos, científicos, tecnológicos, éticos, ecológicos, etc:, por achar que a escola não pode ser um amontoado de papel, por ser catalisadora de uma educação para a cidadania consciente, pode e deve ser o agente otimizador de novos processos educativos que conduzem as pessoas por caminhos onde se vislumbre a possibilidade de mudança e melhoria de seu ambiente total e da qualidade da sua experiência humana.
De acordo com o autor acima citado, a escola tem o papel de formar o cidadão para exercer de fato a sua cidadania de forma consciente. Mas, para tal, é preciso um trabalho interdisciplinar por lidar com a realidade do aluno.
Metodologia
Para a realização do projeto foram utilizados textos informativos sobre a água, o filme O Rei Leão 2, dinâmicas com revistas e jornais, aulas expositivas, realização de experiências, leituras, produções de textos, uso do globo terrestre, a música Planeta Água (Guilherme Arantes), entre outros, com o intuito de tornar o ensino aprendizagem mais significativo para os educandos.
Para concretização do projeto ainda serão realizadas discussões, produções textuais, aulas expositivas, produções artísticas, debates, análise de contas de água dos próprios alunos para verificar através de cálculos o consumo de água das famílias, e por meio das análises, trabalhar sobre o consumo e desperdício de água com os educandos.
Resultados e discussões
Acreditamos que o trabalho está sendo realizado de forma prazerosa tanto para os alunos quanto para nós estagiárias, e os resultados estão sendo positivos. Estamos conseguindo alcançar nossas metas, despertando os educandos para a percepção da importância da água para a manutenção da vida em nosso planeta. Cabe a escola formar cidadãos críticos que saibam se posicionar diante de problemas sociais. O nosso trabalho é realizado de acordo com as necessidades e realidade dos alunos.
Trabalhamos leituras e interpretações, pois essa é uma grande dificuldade dos alunos, como é um projeto interdisciplinar abordamos a água em todas as disciplinas e tem dado certo.
Os alunos têm demonstrado grande interesse pelo trabalho e já estão associando importância da água para todos os seres vivos a outras questões, como exemplo, para o crescimento das plantas e outras utilidades da mesma para a existência da vida. Constatamos isso na experiência da germinação dos grãos de feijão realizada na sala de aula em que pedimos relatórios passo a passo da germinação. Eles nos responderam com clareza que o vaso que havia recebido maior quantidade de água, os seus grãos germinaram mais rápido e estavam maiores do que os outros que não receberam água.
Considerações finais
Com a realização do projeto percebemos a melhoria da percepção dos alunos acerca do tema. Eles têm acompanhado o raciocínio durante a realização das atividades e têm se mostrado questionadores em relação à problematização e argumentação em suas respostas.
Concluímos que trabalhar projetos interdisciplinares na escola é importante para uma ampliação significativa do conhecimento dos educandos por tornar, o ensino aprendizagem e os momentos coletivos, esclarecedores.
Referências
BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais/ Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria do Ensino Fundamental. Ciências Naturais. Vol. 4. Brasília. MEC/SEF. 1997.
BONACELLA, Paulo Henrique. A poluição das águas. 2ª ed. São Paulo: Moderna, 1990.
DIAS, Genebaldo F. Educação Ambiental: princípios e práticas. 2ª ed. São Paulo: Gaia, 1993.
*Texto Original publicado em TARTUCI, Dulcéria (org). Estágio e docência: formação, valorização e construção da identidade. VIII Reunião anual da Didática e Prática de Ensino. Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão. ISBN: 978-85-60711-23-9
Share This
Se voce eh novo(a) aqui, inscreva-se ao meu RSS feed. Obrigado pela visita!
Literatura Infantil E O Desenvolvimento Da Linguagem Oral E Escrita De Crianças
Filed Under Estagio | Posted on Dezembro 2, 2008
As Contribuições Da Literatura Infantil Para O Desenvolvimento Da Linguagem Oral E Escrita De Crianças Dos Anos Iniciais Do Ensino Fundamental*
Dentro de uma perspectiva de abrir espaço neste Blog para a divulgação dos projetos de Estágio das alunas do oitavo período do curso de Pedagogia/2008, UFG-Catalão, estamos publicando aqui o trabalho de:
Lázara Maria dos Reis (lazaramr@hotmail.com,)- graduanda de pedagogia – CAC
Maria Izabel de Souza (belzitasouza@hotmail.com)- graduanda de pedagogia – CAC
Kátia Silene Silva – profª. orientadora
Palavras-chave: Linguagem, Literatura, Educação, Criança
INTRODUÇÃO
As disciplinas Estágio
O estágio é identificado como a parte prática dos cursos de formação de profissionais, por isso tem-se a necessidade de desenvolver um estágio teórico-prático com uma atitude investigativa e reflexiva, envolvendo a intervenção na vida da escola, dos professores, dos alunos e da sociedade.
Realizamos esse estágio numa turma de 2º ano de uma escola da rede pública estadual, durante as terças-feiras no período vespertino. No primeiro semestre desse ano fizemos observações e registros em um diário de campo para elaborar um projeto de ensino. Procuramos no desenvolver, observar os problemas mais freqüentes que as educadoras enfrentam e ao mesmo tempo fizemos uma reflexão sobre as ações das educadoras dessa instituição.
A partir das observações, buscamos com esse projeto trabalhar a linguagem oral e escrita com o intuito de proporcionar momentos que os levassem a um envolvimento maior com o livro literário de forma criativa e prazerosa, dessa maneira contribuir para uma formação mais ampla.
Acreditamos que as narrativas despertam os interesses das crianças, visto que essa atividade proporciona prazer, pois a criança que gosta muito de ouvir histórias e se é estimulada, vê satisfeitas suas fantasias, desejará também ler sozinha na busca de satisfazer sua curiosidade.
Para Saraiva (2001), as narrativas infantis abrangem várias espécies literárias e podem constituir-se cada uma em objeto de leitura para as crianças em processo de desenvolvimento. Desse modo, pensamos que através das diversas histórias contadas interagindo com as crianças, contribuímos para o sucesso das mesmas no processo de constituição da linguagem oral e escrita.
De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais - PCN (1997), o papel do professor e da escola é formar alunos críticos habituados com a leitura, isso através do incentivo a leitura diária e de um contato com todos os tipos de textos. Contar histórias para crianças sempre expressou um ato de linguagem, representação simbólica do real direcionado para a aquisição de modelos lingüísticos. No entanto, a escola muitas vezes, ao invés de se constituir em um local apto para despertar no leitor o gosto e o prazer pelo hábito de ler textos literários, acaba por reduzir ou até mesmo eliminar a leitura lúdica das crianças que estão em fase inicial de escolarização.
Desse modo, o presente projeto tem como objetivo principal proporcionar atividades que contribuam para o desenvolvimento da linguagem oral e escrita das crianças dos Anos Iniciais, visando problematizar em que medida as narrativas favorecem o desenvolvimento da linguagem oral e escrita dessas crianças. Por isso, pretendemos desenvolver atividades que possibilite momentos de interação social entre as crianças e estimule a habilidade de narrativas, desenvolva a criatividade e a percepção auditiva e desperte nas crianças o gosto pela leitura, aproximando-as ao hábito de ler e que possa proporcionar participação ativa com perguntas e interpretações orais da história.
METODOLOGIA
Para desenvolvermos esse trabalho, com a intenção de tornar as atividades mais atrativas e ao mesmo tempo enriquecedoras para a aprendizagem das crianças, utilizamos vários recursos para a narração das histórias como: fantoches, montagem de painel, dobraduras, quebra-cabeças, colagem de gravuras, confecção de materiais, peças teatrais, produção oral e escrita, criação de desenhos, além de outros.
A elaboração do projeto seguiu etapas previamente estabelecidas, primeiramente selecionamos alguns livros de literatura infantil, em seguida discutimos com as crianças a respeito do desenvolvimento do projeto, e com elas divididas em grupos, pedimos para cada grupo escolher um livro considerado por elas interessante, para depois ser trabalhado a cada aula durante o desenvolvimento do projeto.
A partir desses livros planejamos as aulas, interdisciplinando com as outras áreas de conhecimento e fazendo um rodízio para que as crianças pudessem levar os livros para serem lidos
CONCLUSÃO
Mediante a realização do projeto podemos concluir que o estágio foi de grande importância para nossa formação, pois é o contato com a realidade da escola e da sala de aula, que possibilita problematizá-la, uma vez que esse espaço permite vivenciar a situação de ensino como uma experiência significativa no processo de aprender a ser professor, permeado por uma visão de unidade teórica-prática, ou seja, a teoria é indissolúvel da prática.
A escola deve promover um sentido à criança, assim como seu aprendizado, deve ser um espaço onde a criança tem autonomia para agir, discutir, decidir, realizar e avaliar suas práticas ajudando a construir o seu próprio aprendizado. Por isso cabe ao professor oferecer um espaço que contribua para que a aprendizagem do aluno seja mais eficaz. Nessa perspectiva, durante a implementação do projeto, procuramos valorizar o conhecimento de cada criança, para alcançar de forma mais abrangente nossos objetivos.
Para trabalharmos nessa perspectiva, é necessário compreendermos a superação da fragmentação entre teoria e prática a partir do conceito de práxis, o que aponta para o desenvolvimento do estágio como uma atitude investigativa, que envolve a reflexão e a intervenção na vida da escola, dos professores, dos alunos e da sociedade, Pimenta e Lima (2004).
Podemos perceber que a leitura literária é sem dúvida uma proposta enriquecedora do conhecimento, pois a partir de atividades como esta, é possível contribuir de forma mais ampla para desenvolver a linguagem oral e escrita. Percebemos isso durante o momento em que contávamos histórias para as crianças, elas se mostraram ávidas, curiosas, penetravam na história fazendo perguntas, relacionando as histórias com assuntos pertencentes ao seu cotidiano, etc.
REFERÊNCIAS
ABRAMOVICH, Fanny. Literatura infantil: gostosuras e bobices. S. P.: Scipione, 1989.
BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais Língua
PIMENTA, Selma Garrido e LIMA, Mª Socorro Lucena. Estágio e docência. São Paulo: Cortez, 2004.
SARAIVA, Juracy Asman (org). Literatura e Alfabetização. Porto Alegre: Ed. Artmed, 2001.
Portuguesa. MEC Brasília, 1997.
*Texto Original publicado em TARTUCI, Dulcéria (org). Estágio e docência: formação, valorização e construção da identidade. VIII Reunião anual da Didática e Prática de Ensino. Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão. ISBN: 978-85-60711-23-9
Share This
As Dificuldades Da Tabuada
Filed Under Estagio | Posted on Novembro 28, 2008
As Dificuldades Da Tabuada: Multiplicando Por Interesse E Capacidade, Dividindo Por Atenção, Resultado: Uma Aprendizagem Satisfatória*
Dentro de uma perspectiva de abrir espaço neste Blog para a divulgação dos projetos de Estágio das alunas do oitavo período do curso de Pedagogia/2008, UFG-Catalão, estamos publicando aqui o trabalho de:
Marilda Aparecida da Silva (amoraparecida@hotmail.com)– Graduanda em Pedagogia – UFG/CAC
Suene da Silva Rufino – Graduanda em Pedagogia – UFG/CAC
Françoise de Mesquita – Professora Orientadora - UFG/CAC
Palavras-chaves: Alunos, Aprendizagem, Matemática, Tabuada.
INTRODUÇÃO
Neste trabalho buscamos analisar as dificuldades da tabuada encontradas em sala de aula, junto aos alunos do 5º ano do Ensino Fundamental da Escola Maria das Dores Campos. Após observações realizadas em sala de aula, percebemos que os alunos não conseguem exercitar a leitura matemática e com isso surgem as dificuldades de resolverem as atividades envolvendo cálculos de multiplicação e divisão. Então resolvemos investigar em que medida a exploração de conteúdos matemáticos pode auxiliar o aluno na assimilação e produção do conhecimento acerca do processo de ensino aprendizagem da tabuada de multiplicação e divisão.
O ensino da matemática praticado nas escolas de ensino regular é constantemente uma área de conhecimento importante e fator fundamental no desenvolvimento de qualquer pessoa.
Com base nos PCNs 1997, pág.63, é importante salientar que a partir dos conhecimentos que os alunos possuem não significa restringir-se a eles, pois o papel da escola é ampliar esse universo de conhecimentos e dar condições a elas de estabelecerem vínculos entre os que conhecem e os novos conteúdos que vão construir, possibilitando uma aprendizagem significativa.
O conhecimento ocorre quando o aluno estabelece significados entre as novas idéias e as suas já existentes e para que isso ocorra, o professor tem o papel de fazer o elo proporcionando o conhecimento. A matemática permite ao professor diversas oportunidades de desafiar seus alunos a encontrar soluções para as questões que eles enfrentam na vida diária. O aluno possui um conhecimento prévio e o professor deve ampliá-los.
O número surgiu da necessidade que as pessoas tinham em contar objetos e coisas. Nos primeiros tempos da humanidade para contar eram usados os dedos, pedras, nós em corda, marcas em ossos, etc. Na verdade, a história dos números é apenas uma parte da historia da humanidade. Investigar a sua origem é investigar a pré-história humana.
A partir daí, tendo em vista a formação do conceito de número e sua relação com a não aprendizagem do Ensino Fundamental, buscamos os pressupostos teóricos nos estudos de (DUHALDE, CUBERES, IMENES, KAMII, GUELLI, SMOLE, PCNs), que faz uma contextualização da matemática, ou seja, é fundamental que o aluno adquira confiança em sua própria capacidade para aprender matemática e explore um bom repertório de problemas que lhes permitam avançar no processo de formulação de conceitos matemáticos.
Tendo como objetivo geral de propor ações práticas para auxiliar o aluno na assimilação e produção do conhecimento acerca do processo de ensino aprendizagem da tabuada de multiplicação e divisão. Incentivar que explore os conhecimentos matemáticos dentro e fora do ambiente escolar.
Sendo os específicos de desenvolver nos alunos o interesse e o gosto pela matemática, o de adquirir os conhecimentos matemáticos necessários que possibilitarão a integração e o convívio do aluno no ambiente em que vive, proporcionar e executar novas alternativas de ensino aprendizagem, possibilitando aos alunos um momento de educação recreativa e o de valorizar o conhecimento prévio do aluno, despertando suas habilidades motoras e seu raciocínio lógico matemático.
METODOLOGIA
No primeiro momento lançamos mãos dos seguintes recursos didáticos: livros literários de matemática, como por exemplo, “Os números na história da civilização” de Luiz Márcio Imenes, e “Contando a história da matemática” de Oscar Guelli. Cada aluno recebeu um resumo das obras, pois a manipulação dos livros literários possibilita aos educando não só compreender, mas também participar do processo ensino-aprendizagem.
Utilizamos também jogos como o bingo da matemática como um eixo de desenvolvimento, estimulando o raciocínio de cada aluno, pois tinha que fazer as contas para chegar ao resultado certo para poder marcar na cartela do bingo e quem completasse primeiro seria o vencedor.
Por estar em fase de conclusão, ainda utilizaremos outros recursos, como o de estar aplicando atividades em que os alunos possam estar resolvendo cálculos e usando o raciocínio lógico matemático, a olimpíadas da matemática que será disputada entre eles na sala de aula.
CONCLUSÕES
É evidente que nem todos os alunos chegaram ao mesmo nível de entendimento, devido cada qual às suas próprias limitações. Mas os resultados obtidos até agora estam sendo positivos, pois alguns alunos sentiram motivados a estar estudando a tabuada, outros pelo simples fato de entender como se resolve uma multiplicação ou uma divisão, o que, para muitos destes, era algo considerado como muito difícil. Uma das dificuldades que estas crianças possuíam era lançar-se à resolução dos problemas propostos, ou seja, fazer a leitura do enunciado das atividades, agora os que tinham dificuldades já estão conseguindo sozinhos, às vezes com algumas dúvidas.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Parâmetros Curriculares Nacionais: Matemática/ Secretaria da Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1997.
DUHALDE, Maria Elena. CUBERES, Maria Teresa Gonzáles. Encontros Iniciais com a Matemática: contribuições à educação infantil. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.
IMENES, Luiz Márcio. Os Números na História da Civilização, 4ª ed. São Paulo; Scipione, 1991.
KAMII, Constance. A criança e o numero: implicações educacionais da teoria de Piaget para a atuação junto a escolares de
GUELLI, Oscar. Contando a História da Matemática, São Paulo; Ática, 1995, 4ª ed.
SMOLE, Kátia Stocco. DINIZ, Maria Ignes. Ler, escrever e resolver problemas: habilidades básicas para aprender matemática. Porto Alegre: Artmed, 2001.
*Texto Original publicado em TARTUCI, Dulcéria (org). Estágio e docência: formação, valorização e construção da identidade. VIII Reunião anual da Didática e Prática de Ensino. Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão. ISBN: 978-85-60711-23-9
Share This
Avaliação Do Professor
Filed Under Aprendizagem Compartilhada | Posted on Novembro 28, 2008
Avaliação Do Professor
O final do semestre se aproxima e tentando ser mais blogueiro e menos acadêmico (se é que isto é possível para este que vos fala aqui), lanço o desafio, aos alunos e alunas das disciplinas História da Educação I e II, “Mídias, mediações e Educação” e “Educação, comunicação e Mídias” (todas em 2008), a uma conversa avaliativa. É claro que o(a) leitor(a), mesmo não sendo aluno(a) pode também dar uma palhinha.
O objetivo é provocar o diálogo do que foi ensinado, como foi ensinado e o valor disso para quem esteve envolvido no processo. Alguma coisa pode melhorar?
Opiniões, que vão além disso, também serão bem vindas. Quem começa?
Share This
Meio Ambiente: Conhecendo, Preservando e Desfrutando
Filed Under Estagio | Posted on Novembro 27, 2008
Meio Ambiente: Conhecendo, Preservando e Desfrutando*
Dentro de uma perspectiva de abrir espaço neste Blog para a divulgação dos projetos de Estágio das alunas do oitavo período do curso de Pedagogia/2008, UFG-Catalão, estamos publicando aqui o trabalho de:
Lara Cristina de Andrade (ga-tti-nha@hotmail.com)– Graduanda de Pedagogia - CAC
Ruth Maria da Silva (sherazady_1@hotmail.com)– Graduanda de Pedagogia - CAC
Elânia Maria Marques Bergamaschi – Profª. Orientadora
Palavras-chave: Meio Ambiente, Cidadania, Preservação.
1. Introdução
O estágio deve ter caráter teórico e prático como salientam Pimenta e Lima (2004) e é nesta perspectiva que o Estágio
Logo, podemos dizer que o estágio tem nos possibilitado uma aproximação e um melhor entendimento da realidade escolar. No entanto, esta realidade só tem sentido se tiver conotação de intencionalidade com os objetivos propostos e uma apropriação da realidade para analisá-la, questioná-la e propor soluções para os problemas detectados.
A partir de observações, análises e reflexões realizadas numa turma de 1º Ciclo - Nível A, foi possível perceber que seria importante desenvolver um projeto sobre Meio Ambiente, visto que os alunos não possuem domínio sobre este tema. Nosso objetivo central é proporcionar ao aluno uma percepção de que ele é um agente integrante, participativo e responsável pela conservação e preservação ambiental (ZEPPONE, 1999).
Para tanto, optamos por um trabalho interdisciplinar, pois ele garante integração entre várias áreas do conhecimento. Neste caso, estão Português, Arte e Ciências. Com o desenvolvimento do projeto buscamos criar situações de aprendizagens para que as crianças percebam que são pessoas participativas, integrantes, conhecedores e responsáveis pela preservação do Meio Ambiente. Para que isso aconteça desenvolvemos situações de aprendizagens prazerosas, vinculadas às situações reais, contextualizadas e significativas para o aluno em relação à realidade em que ele vive.
Desenvolvemos também momentos para que o aluno pudesse observar e analisar situações e fatos relacionados às questões ambientais, de modo crítico e consciente, para uma melhor compreensão do Meio Ambiente à sua volta, para que ele possa dominar alguns procedimentos de conservação dos recursos naturais.
Desta forma, nossos objetivos centrais são auxiliar a criança a desenvolver a capacidade de percepção, apreciação e valorização da diversidade natural e adotar posturas de respeito aos diferentes aspectos e formas do patrimônio natural.
Para a elaboração deste trabalho, foram considerados os teóricos como Pimenta e Lima (2004) Zeppone (1999), Travassos (2006), RECNEIS (1998) e os PCNs (1997), que apontam a Educação Ambiental como responsável pela construção de um cidadão crítico e consciente sobre a importância da preservação do Meio Ambiente, respeitando as pessoas que vivem no mesmo espaço.
Portanto, o trabalho com a questão ambiental proporciona o desenvolvimento de uma consciência crítica diante dos problemas que afetam o nosso meio e contribui de forma significativa para a construção de uma postura referente à conservação e preservação do ambiente, comenta Travassos (2006).
2. Metodologia
Utilizamos a pesquisa bibliográfica, passeios ecológicos, oficinas e brincadeiras, como suportes para o desenvolvimento dos planos de aula. A partir dos conceitos teóricos abordados pelos PCNs (1997), optamos em trabalhar a interdisciplinaridade, fazendo uma ligação entre o tema Meio Ambiente com outras áreas do conhecimento, tais como Arte, Português e Ciências. Num primeiro momento exploraremos o espaço da sala de aula, ressaltando o que é Meio Ambiente, com intuito de entender que ele não se refere apenas a preservação da natureza, mas de tudo que está a nossa volta.
Para que os alunos estabelecessem uma relação entre o que eles aprenderam foi realizada uma caminhada no entorno da escola para que eles pudessem observar a real situação do ambiente em que vivem, buscando assim, reflexões sobre o que foi trabalhado em sala de aula. Os materiais utilizados foram textos, filmes, DVD, TV, canções, aparelho de som, CDs, o pátio da escola, desenhos livres, desenhos direcionados, tinta guache, giz de cera, lápis de cor, livros didáticos, resíduos sólidos para oficina, com o objetivo de desenvolver um conhecimento maior sobre o Meio Ambiente e sua preservação.
3. Resultados
Os resultados obtidos até então foram positivos. Os alunos já se reconhecem como partes integrantes do Meio Ambiente e, portanto, já têm demonstrado responsáveis pela conservação e preservação do mesmo. Isto é possível perceber no contexto da sala de aula e da escola, pois há uma preocupação em mantê-los limpos, organizados e bem cuidados.
4. Conclusões
Desenvolver o tema Meio Ambiente com os alunos do 1º Ciclo - Nível A, tem nos possibilitado perceber o quanto é importante o desenvolvimento de um trabalho interdisciplinar. Tal fato se deve a capacidade de proporcionar o desenvolvimento de uma consciência crítica diante de vários problemas que afetam o nosso meio.
As crianças têm demonstrado interessadas em conhecer e contribuir com a construção de uma escola mais harmoniosa. E, consequentemente, elas podem lutar por uma sociedade mais justa e quem sabe, até mesmo de um mundo melhor, conversando com colegas, pais e outros sobre a importância da conservação do meio em que vivem. Garantindo assim, um cidadão consciente e crítico.
5. Referências
Ministério da Educação e do Desporto. Referenciais Curriculares para Educação Infantil e Anos Iniciais. Brasília: MEC, 1998.
BRASIL Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Meio Ambiente / Brasília: MEC, 1997.
PIMENTA, Selma Garrido; LIMA, Maria Socorro. Estágio e Docência. São Paulo: Cortez, 2004.
TRAVASSOS, Edson. A Prática da Educação Ambiental nas Escolas. Porto Alegre: Mediação, 2006.
ZEPPONE, Rosimeire, Maria Orlando. Educação Ambiental: Teoria e Práticas Escolares. Araraquara: JM, 1999.
*Texto Original publicado em TARTUCI, Dulcéria (org). Estágio e docência: formação, valorização e construção da identidade. VIII Reunião anual da Didática e Prática de Ensino. Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão. ISBN: 978-85-60711-23-9
Share This













